TRÊS PARTIDOS JÁ ROMPERAM COM YEDA
Yeda começou o governo tendo o apoio de sete partidos importantes no cenário político gaúcho e já perdeu o apoio de três. Mantém-se ainda em seu apoio O PSDB, seu partido, o PMDB, que se encontra no centro de governo através da presença de Zachia, na Casa Civil, o PPS e o PTB.
Já romperam com a governadora Yeda, o DEM (PFL), de seu vice Paulo Feijó, que se afastou antes mesmo da posse quando da primeira tentativa fracassada de aumento de impostos, O PDT, quando da demissão do Secretário de Justiça, Enio Bacci, provocada pelos “homens do dinheiro” do DETRAN e o PP que poderá vir a anunciar seu rompimento a partir da segunda tentativa fracassada de aumento de impostos, mas também porque perdeu o que lhe interessava no governo, o DETRAN.
Ainda em janeiro, quando estava se montando o governo de Yeda, rolou na internet uma mensagem eletrônica, de fonte bem informada, que anunciava o esquema de corrupção em curso no DETRAN. Também falava que os dois lugares mais cobiçados no governo são o DETRAN e o BANRISUL, locais de onde saem “as malas”. Nesta mensel (mensagem eletrônica), foram arrolados os nomes dos operadores em diversos partidos do governo.
YEDA SABIA DA CORRUPÇÃO NO DETRAN
Na mensel de janeiro, há a importante informação de que o então secretário, Enio Bacci, informara à governadora dos detalhes do esquema e que esta, para não perder o apoio do PP, prevaricou e deixou a bandalha correr à solta. Esta mesma informação, na semana em que estourou o escândalo com a prisão, pela Polícia Federal, de personagens importantes na política gaúcha, tais como, Flávio Vaz Neto, Antonio Dorneu Maciel e Carlos Ubiratan, todos altos dirigentes do PP e Lair Ferst, coordenador da campanha de Yeda ao Piratini em 2006, foi dada por Enio Bacci, em jornal da grande mídia, dizendo que no dia de sua posse, recebera uma ligação telefônica de um delegado da PF, lhe informando das investigações em curso. Portanto, a governadora YEDA sabia e foi conivente com a corrupção no DETRAN. Este assunto merece, no mínimo, uma CPI e penso que a bancada de deputados do PT deveria lutar para instala-la.
Com menos de um ano de governo, Yeda já protagonizou, ou deixou protagonizar, os escândalos na FEPAM, que mataram milhares de toneladas de peixes no Rio dos Sinos, a sangria de recursos públicos do Banrisul para amigos e financiadores de campanha que já somam mais de 50 milhões e que até agora não foram devidamente investigadas, a questão do plantio de eucaliptos na metade sul e agora o caso DETRAN, dentre outros.
FOGAÇA MONTOU UM BIOMBO COM PARTIDOS DA DIREITA
Nas páginas de um jornal da grande mídia, na semana seguinte ao primeiro turno das eleições em Porto Alegre, em 2004, a cada dia, um partido político de centro ou de direita, após ter se reunido com arrecadadores da candidatura Fogaça, passavam a declarar apoio ao candidato do PPS contra Raul Pont. Boatos falam em 20 milhões. O certo é que nenhum destes partidos ficou com dívidas de campanha. Um governo que nasce assim não consegue ser honesto. Fogaça teve apoio e botou para dentro do seu corrupto governo, PPS, PTB, PP, DEM (PFL), PSDB, PMDB, PDT, PL, PSD, PRONA, PHS e PV. Até o momento, problemas (de cargos) detectados com PSDB e DEM (PFL) levou estes partidos a um certo afastamento do governo, embora PP, DEM (PFL), PSDB e PDT tenham já anunciado a intenção de lançar candidaturas próprias em 2008. Fogaça foi para o PMDB, traindo o PPS e talvez este também lance candidatura e, estranhamente, há um namoro entre PV e PSOL, o que vem azedando a relação deste com o PSTU.
FOGAÇA SABIA DA CORRUPÇÃO EM SEU GOVERNO?
Tivemos primeiro o caso Vilton Araújo, acusado de corrupção e protegido por Fogaça levando-o para seu gabinete em sua assessoria especial. Depois os escândalos na FASC com funcionários fantasmas e desvios de recursos. Em seguida a licitação fraudulenta do lixo, no DMLU, barrada pelo PT. Há ainda o caso dos recursos inexplicáveis do falecido projeto Portais que beneficiou a empresa de Clóvis Magalhães, o desmonte da CARRIS e agora a investigação da PF na Secretaria da Juventude, por suspeita de também realizar desvio de recursos públicos com a FATEC, tal como era feito no DETRAN. Isto já motivou a queda do secretário Mauro Zacher, de passado tenebroso na PUC.
A quantidade de partidos com passado perigoso no governo Fogaça levou-o a constituir uma rede de micro desfalques, micro desvios que se somados representam milhões e milhões de reais que não são aplicados na finalidade de servir à cidadania.
COMBATER A CORRUPÇÃO
Esta é uma prática revolucionária que exige coragem, caráter e posicionamento político firme. Para tanto é necessário que o governo tenha identidade interna. Coalizões e governos de biombo composto por partidos políticos de passado corrupto se corromperão. A estrutura interna da máquina e o emaranhado legal que protege a bandidagem da política são facilitadores das maracutaias.
Para combater a corrupção é preciso fazer um governo transparente, com participação popular e controle cidadão, nitidez programática, coerência em termos de alianças e compromisso com os conceitos de republica e bem público.
Ganhando as eleições em 2008, o PT deverá fazer uma séria e minuciosa investigação das redes e dos esquemas irregulares que estão permeando todo o atual governo municipal para ter mais recursos disponíveis para atender as graves e urgentes demandas das comunidades, através do OP. |